Apresentação

Bem vindo ao meu blog.Aqui serão lidos meus pensamentos e sentimentos decodificados em palavras, então, será um blog íntimo e profundo! A todos uma boa viagem por dentro de meu ser!

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quarta-feira, 15 de setembro de 2010


Para ser digna
Merecer seu amor
Eu teria que ter outros cabelos
Ter quinze anos menos,
usar roupa surrada e não pintar as unhas de vermelho
Eu teria que ser virgem talvez, ser casta,santa,
Porque aos seus olhos eu sou devassa
E me visto de uma maneira burguesa
Porque aos seus olhos vendi minha alma ao pecado
sou feita do acaso
Sou o próprio diabo em uma gênese católica
E a minha religião é pagã
Eu sou para você de barro
Eu sou uma mulher sem chão
Sou mentira, sou vã
Tudo por que não sou passiva
E o apogeu da minha altivez é a minha verdade
E eu que enchi minha alma de rosas
e perfumei meus cabelos com os seus árduos desejos
Cubri meus seios com um amor sem freios
Com seus delírios telúricos eclipsados
E abri as asas para abrigar seus medos
Usei meu sexo para sanar sua dor
Sua morbidez triste e sua hipocrisia ácida
e abracei seu corpo para protege-lo dos ventos
Das forças exaltadas nas suas subterrâneas vontades
Hoje me atirastes a pedra
Porque eu tiro os véus dos teus tormentos
e te acorrentei em meu leito cálido
que acalentou sua loucura e a sua solidão!
O vermelho do meu sangue
escorreu por entre seus lábios
E nas noites embalado pelo cansaço
dormistes em meu erro, nos meus soluços
Na maturidade da minha fé
Na plenitude do meu ser mulher
No meu viver que tantas negas e desejas

Salvador,14 de setembro de 2010
Ansyse Ladeia

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

QUEM ME QUISER


POEMA

Quem me quiser há-de saber as conchas
a cantiga dos búzios e do mar.
Quem me quiser há-de saber as ondas
e a verde tentação de naufragar.

Quem me quiser há-de saber as fontes,
a laranjeira em flor, a cor do feno,
a saudade lilás que há nos poentes,
o cheiro de maçãs que há no inverno.

Quem me quiser há-de saber a chuva
que põe colares de pérolas nos ombros
há-de saber os beijos e as uvas
há-de saber as asas e os pombos.

Quem me quiser há-de saber os medos
que passam nos abismos infinitos
a nudez clamorosa dos meus dedos
o salmo penitente dos meus gritos.

Quem me quiser há-de saber a espuma
em que sou turbilhão, subitamente
- Ou então não saber coisa nenhuma
e embalar-me ao peito, simplesmente.

(Rosa Lobato de Faria)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010


Voltei a praticar Tai Ti Chuan
Nossa, como deixei tanto tempo de praticar?
É maravilhoso o movimento do corpo, o movimento das mãos,
Ao se concentrar, percebe-se a energia das maõs em cada movimento
Reequilibra a energia e nos renova...
É maravilhoso
Agora que não quero mais parar
Agora eu não tenho mais tempo, não quero parar mais nada
Sigo a minha vida...Todos os meus sonhos eu quero e irei realizar
Eu estou com ânsia de vida...
Eu quero o vôo do beija-flor
a suavidade da rosa
os passos da leoa,
a força do leão,
a magnitude do dragão

Voltaram as visões caros blogueiros
Nem sabem os sonhos visionários que tive hoje
Existe a espera de uma criança
Uma criança especial, algo sagrado
Um ventre sagrado sem escolher esse destino
Estou feliz, fiz 40 anos
Quer, o destino, me presentear essa idade com um filho
Ainda não decidi tal escolha
Acredito que eu sou o meu filho, porque renasço todas as manhãs
Estou andando sozinha
Não tenho medo de ninguém nem de nada, caminho com força e coragem
Estamos juntos e felizes, eu e eu

segunda-feira, 26 de julho de 2010


E eu passei em frente a uma loja e desejei o vestido azul
E quando cheguei em casa o vestido estava lá...
Você...Um sonho
Um romance lindo e azul
Como o céu
Como aquele vestido
Como a brisa dessa lembrança que chega em meu coração com uma lágrima contida!

segunda-feira, 19 de julho de 2010


(Óleo sobre tela/ Ansyse)

Porque ainda estou caminhando?
Para que? Porque? Pra quem?
Estou cansada...Não cheguei a lugar nenhum...
Estou triste, estou solitária em uma floresta...
Mas ainda existe algo que me faz caminhar...
O que? Não sei...Talvez a vida que me habta

sexta-feira, 16 de julho de 2010


Poesia Azul

Somente o meu poeta sabe os meus segredos
e para confortar minh’alma escreve estrelas,
mas no meu peito estrelas são sonhos e telas
que escondem precipícios, dunas e rochedos.

Do malte das palavras sugo os meus brinquedos:
versos de céu, de mar, de beijo à luz de velas.
Mas quando a solidão apita, volto às celas
escuras, onde guardo as lágrimas e os medos.

E sigo a perseguir um tempo que não volta,
pingado de saudade, luas e pianos,
até que o vento apague a dor que vive à solta

nos campos de ilusões, canções e desenganos...
Caminho pelos prados das paixões revoltas,
sonhando co’a poesia azul dos oceanos.

Nathan de Castro