Apresentação

Bem vindo ao meu blog.Aqui serão lidos meus pensamentos e sentimentos decodificados em palavras, então, será um blog íntimo e profundo! A todos uma boa viagem por dentro de meu ser!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Um conto de um amigo


Há muito, muito tempo, quando o mundo era novo e os deuses e os duendes ainda moravam na terra, um jovem casal celta, das tribus da Galiza, saiu de caça para celebrar a festa do solstício de verão, que, como todos os anos, ia a ter lugar, uns dias após. Trás muito caminhar no claro dum bosque,encontraram-se com um formoso corço e perseguindo-o consumiram a maior parte do dia. Ao anoitecer, quando as primeiras luzes dos astros começavam a cintilar no céu, o acharam meio morto de cansaço, prostrado sob os ramos duma frondosa árvore, na beira dum rio de águas muito rápidas. Os olhava resignado com seus grandes olhos muito abertos. Mas quando já iam a pegá-lo, o velho carvalho que o guardava, apiedado do belo animal, enredou á garota em suas raízes, que sobressaiam do chão, e arrojou-a á água. Tentou socorre-a seu namorado mas a corrente levou-a imediatamente rio abaixo. Nos dois dias seguintes o jovem guerreiro celta buscou sem esmorecer sua amada por todo o curso do rio até que, sem dar-se conta, chegou ao mar. Era de noite e desesperado derrubou-se sobre a areia da praia chorando desconsoladamente pela perda de seu amor. Era o 23 de junho, a véspera de São João. Mas quando mais desconsolado achava-se o jovem, um velho druída, de longas e brancas barbas, se lhe acercou e, trás ouvir sua história, começou a empilhar os restos dum velho bote, que, como esqueletos de madeira, repousavam ao pé duma duna, até construir uma enorme fogueira. Depois de acender fogo, asim lhe falou: “ Jovem guerreiro, hoje é a noite de São João, que precede ao dia mais longo do ano. Implora-lhe ao Padre Sol que te devolva tua amada, pula a fogueira sem temor e se teu amor é certo não te queimarás e poderás ascender com as chamas até o caminho de estrelas desde onde poderás contemplá-la”. E o jovem celta asim fez e quando seus pés estavam a ponto de tocar o fogo uma misteriosa força o elevou-o, ascendendo-o por entre a coluna de fumaça, com as chispas e rescaldos que crepitavam nas chamas. Jamais se soubo mais nada do jovem, nem se este finalmente encontrou sua amada, mas o que sim é certo é que desde então, na Noite de São João, milhares de moços galegos pulam as fogueiras em procura de seu amor.