Apresentação

Bem vindo ao meu blog.Aqui serão lidos meus pensamentos e sentimentos decodificados em palavras, então, será um blog íntimo e profundo! A todos uma boa viagem por dentro de meu ser!

sábado, 3 de abril de 2010

Meu anjo



Quando eu era mais nova, pensava em encontrar a minha alma gêmea...Procurei em todas as partes que pude e não encontrei.Uma certa vez, o mestre me disse que eu a encontraria quando estivesse pronta, acho que nessa reencarnação não fiquei pronta o suficiente!
Perdi todas as possíveis "almas-gêmeas" e todas as possibilidades de encontrá-la...Mas hoje eu ainda acredito em anjos!
Não tive o mérito de estar ao lado da minha alma-gêmea, mas vi mulheres que encontraram seus anjos em forma de homem...Hoje eu sei, que ele está por ai!
Metade de um deus e a outra metade humana, metade redenção e a outra metade apego, metade inocência e a outra metade desejo, uma parte dele quer voar e a outra ficar para ser meu...
Sei que ele está, ouso o farvalhar das suas asas e sinto o calor delas, como eros, ele entra na madrugada e me aquece, como psique, curiosa eu o assusto com a minha lamparina de perguntas e questionamentos e um mundo de emoções...
Tenho vontade de encontrá-lo a luz do dia e olhar no fundo dos seus olhos, abraçá-lo,tocá-lo e dizer-lhe o quanto eu o esperei...Meu anjo! O quanto o desejo e sonho com ele todas as noites...Cada manhã é vazia sem sua presença e nada mais faz sentido depois da revelaçaõ de sua existência!
Quero voar ao seu lado e alcançar as estrelas, dormir sob suas asas e ser sua protegida...Meu anjo, aparece, mostre sua face,já está tarde, minha alma quer adormecer!

Poema: Alguma Luz


Quando as asas estão partidas
E as manhãs escravizadas nas tempestades do céu
E na boca solvendo o gosto amargo de fel
Que restou das despedidas

Quando não se tem mais as soluções
Quando as feridas estão supurando
E no mesmo chão de sangue se vai arrastando
E estamos perdidos e cegos nas tormentas das emoções

Perguntamos por um Deus existente
Nos entregamos a própria sorte
talvez inconscientes, extenuados, ansiando a morte
Das nossas razões inconsistentes

E no meio das turbuLeñcias e da solidão
Olhamos para dentro do nosso ser
Busacndo a força para que possamos ver
Os verdadeiros comainhos do abnegado coração

Não se tem mais as mesmas asas de sempre
Nem o mesmo ímpeto de voar
Estamos dilacerados, atoradoados,incoerentes
tememos a aventura de amar
Estamos encarcerados nos obscuros quartos da nossa mente

E onde estão os deuses, os mestres do todos os dias?
Das longas orações onde se lia
Onde estão seus conselhos,consolos,abraços?
Onde estão eles agora para guiarem nossos passos?

As asas não conhecem mais o vôo sobre o oceano da vida
Estão pesadas, feridas
Escorre o vermelho sobre as plumas brancas que cobrem algum mundo
Submerso no nosso eu mais profundo

O que fazer, para onde ir, onde se esconder?
Não se sabe muita coisa sobre as ações,
Muito menos sobre os súbitos e falsos perdões
Mas o silêncio, talvez , seja a chave para esquecer

Mas ainda pode ser vista nas raras estrelas dessa noite escura
Além do fogo,chamas, lágrimas, gritos, embriaguez
Algum resquício de luz diante de tanta pequenez
Na esperança do amor que alimenta a ave diurna.

Ansyse Ladeia
Salvador, 11 de março de 2008