Apresentação

Bem vindo ao meu blog.Aqui serão lidos meus pensamentos e sentimentos decodificados em palavras, então, será um blog íntimo e profundo! A todos uma boa viagem por dentro de meu ser!

segunda-feira, 28 de março de 2011

O BUDISMO E A IMPERMANÊNCIA


O conceito de impermanência no Budismo e na psicanálise Alexandre Esclapes Bion seguindo Freud tanto a partir de 1895 no “Projeto” quanto em 1911 com “As duas formas do acontecer psíquico” vai se preocupar com a apreensão da realidade. Influenciado pelos conceitos kleinianos, em textos como “O aprender com a realidade” e “Transformações” vai trabalhar com conceitos como “invariante”, “O”, entre outros, numa clara aproximação tanto de Kant quando do Zen Budismo. O presente artigo não pretende trabalhar os conceitos básicos de Bion mas fazer uma articulação entre alguns deles e o Budismo. Um dos conceitos mais fundamentais da prática psicanalítica em Bion, a saber, o de invariância – termo emprestado da química, que para Bion indica um pensar que “não varia”, que de alguma forma está congelado. Pode-se entender que um pensamento que não varia se apresentaria “doente”, o que seria causa de sofrimento psíquico. Bion também vai colocar que o pensamento, está assentado em formas mais primitivas de funcionamento psíquico, dependente de estruturas e formas de funcionar, como as funções alpha e Beta, e que o pensamento lógico está assentado nessas outras estruturas. Fundamentalmente segue Freud quando diz que o Eu não é o dono na sua própria casa, ampliando as estruturas consideradas inconscientes. Pode-se agora partir para um possível entendimento dos conceitos budistas de impermanencia e onisciência. O primeiro conceito é estritamente ligado ao da variância do mundo – nada é permanente ao longo do tempo, e em algumas leituras desse conceito, nada é permanente mesmo quando se retira o conceito de tempo. Causas e condições variam constantemente e o seu resultado, portanto, também varia. A aquisição desse conhecimento dentro da tradição budista estaria ligada a correta percepção da realidade – aqui entra o conceito de onisciência. Não se pode confundir onisciência com aquele que tudo sabe, um dos atributos de uma deidade judaico-cristã, mas de uma capacidade de perceber o aqui e agora em sua plenitude. Algumas tradições budistas dão grande ênfase a esse caráter da onisciência, aproximando esse conceito ao de “plena atenção”. A plena atenção possibilitaria ao seu praticante perceber a impermanencia do mundo e assim se libertar de apegos àquilo que em sua essência é variante, e, portanto, causa de sofrimento. Apesar das duas visões serem muito parecidas, o fato de se introduzir o elemento inconsciente no processo causa grandes modificações na possibilidade de se atingir a percepção da variância do mundo. A primeira delas é que a apreensão da realidade se dá para Bion, como na tradição psicanalítica, de dentro para fora. Sem um aparelho para pensar, não existe pensamento. Paradoxalmente, um pensamento está à procura de um pensador. Em outras palavras, o mundo se torna invariante porque a realidade psíquica se torna invariante. Nas pegadas de Winnicott o real é um objeto transicional, nunca chegando a ser puramente real. Um desafio nessa visão psicanalítica se dá a partir da angustia que a variância causa. O ser, o Eu, por definição é uma estrutura invariante – se modifica ao longo do tempo longo, mas no curto e médio espaço de tempo, se mantém mediamente constante. A completa variância das estruturas psíquicas, portanto causam profunda ansiedade, uma vez que ameaçam o acontecer do Eu no tempo. Se essa angústia for por demais insuportável, um congelamento das estruturas psíquicas acontece, o aprender com a experiência é prejudicado, quando não impedido, e ataques a percepção de uma realidade impermanente são postas em andamento. Pode-se pensar que a impermanencia seja um dos conceito chave tanto para o budismo como para a psicanálise a partir de Bion, com talvez uma diferença de enfoque – na tradição budista a “plena atenção” traria uma visão correta da impermanencia, enquanto para Bion, a “plena atenção” seria uma aquisição emocional da modulação das ansiedades envolvidas nesse processo, e somente a partir dessa modulação, seria possível o processo de “atenção plena”. A diferença chave aqui é que em casos onde o aparelho psíquico, ou aparelho para pensar não esteja disponível para receber o pensamento, não basta “desejar” a “plena atenção”, ou “treinar” a “plena atenção”, pois não existe tal aparelho para isso. Talvez aqui resida o fato de que nos casos onde o processo meditativo não surta os efeitos desejados dentro da tradição budista, a inveja primária, o abandono antropológico, o ódio e principalmente as ansiedades de despersonalização supra citadas evocadas pela prática meditativa como efeito colateral, podem trazer em alguns indivíduos, de um lado transformar a prática em um impasse, levando o seu praticante a desistir da mesma. Ou de outro modo, criar um falso self (Winnicott), um mais adequado à pratica budista e à inserção na comunidade, mas que no fundo esconde estruturas de caráter psicótica, cujo equilíbrio psíquico pode ser facilmente balançado, ou com o passar do tempo, demonstrar que o que se via não eram mudanças verdadeiras, mas falsas. Pode-se concluir que em indivíduos onde o sentimento de inveja primária seja muito pronunciado, bem como ansiedades de despersonalização, a prática meditativa sem acompanhamento psicanalítico é desaconselhável, pois pode se criar nesses casos no mínimo um impasse na estrutura psíquica do praticante, o que na maioria dos casos pode levar a desistência da prática, mas em alguns casos mais graves ser uma regressão a este estágio psicótico com todas as conseqüências para o aparelho de tal regressão. A mesma lógica pode ser seguida para pacientes que estão em tratamento psicanalítico onde os objetivos sejam parecidos. Dependendo do manejo que o terapeuta faça, como o trabalho sobre a impermanencia (ou melhor variância) no aparelho psíquico do paciente, as conseqüências podem ser idênticas. A apresentação da realidade (plena atenção) é um para os casos neuróticos, mas precisa de adaptações para os casos psicóticos, ainda que o objetivo seja os mesmo. Confundir isso pode provocar sérios retraimentos ou mesmo impasses no tratamento, com eventuais abandonos ou internações desnecessárias

Site : Monja Coen Sensei/http://www.monjacoen.com.br


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Um dos melhores métodos para desenvolver prática espiritual pura é meditar continuamente sobre a impermanência. Começamos olhando para o universo inanimado. Em um certo tempo, eras atrás, não havia nada de concreto aqui. Segundo a cosmologia buddhista, primeiro apareceu o elemento ar, que deu origem aos elementos fogo, água e terra, à medida que o universo físico passou a existir, com o Monte Meru no centro, cercado pelos quatro continentes. Então, formas dotadas de vida começaram a surgir, primeiramente a partir de divisão celular, depois a partir de vários tipos de reprodução assexuada, e então reprodução sexuada, inclusive nascimento vindo de um ovo e do ventre de uma mãe. Esse vasto período de criação culminou na atual "era de duração", durante a qual haverá dezoito ciclos ascendentes e descendentes de bem estar e felicidade. À medida que o universo se aproximar de seu fim e o meio ambiente físico deixar de ser propício à vida, seres em número crescente renascerão em outros universos. Por fim, a matéria física irá se desintegrar até que, novamente, nada sobrará. Ao pensarmos sobre essas coisas, nossa percepção do universo começa a mudar; damo-nos conta de que, por mais verdadeiro e sólido que ele pareça ser, não é eterno. Em escala menor, vemos que cadeias de montanhas vieram e se foram, e, onde oceanos enormes surgiram, agora encontramos terra seca. Onde cidades outrora floresceram, hoje existem regiões estéreis e vazias, e, no lugar de terras inóspitas, cidades enormes cresceram. Ganhamos consciência das constantes mudanças em nosso meio ambiente, desde os tempos pré-históricos até o período que a história registra. As mudanças são contínuas. Dia a dia, uma estação corre para a próxima. O dia vira noite, a noite, dia. Prédios não ficam velhos de repente; na realidade, a cada segundo, desde o momento em que foram construídos, começam a deteriorar. Nosso meio ambiente, corpo físico, fala e pensamentos modificam-se tão velozmente quanto uma agulha espeta uma pétala de rosa. Se você espetar uma pilha de pétalas de rosa com uma agulha, isso pode lhe parecer um único movimento; na realidade, porém, ele se compõe de muitas etapas distintas. Você penetra cada pétala separadamente, atravessando sua superfície externa, a parte do meio, saindo pelo outro lado; atravessa o espaço entre uma pétala e a próxima, o lado de cima desta, e assim por diante. O espaço de tempo que leva para a agulha atravessar cada uma dessas etapas sucessivas pode ser usado como uma unidade de medida para descrever a velocidade a que mudam todos os fenômenos do nosso mundo. Pense nos seres que habitam este universo. Quantas pessoas nascidas cem anos atrás continuam vivas? Quantos de nós que estamos agora sobre esta Terra estaremos aqui daqui a cem anos? As personagens da história — por mais ricas que foram, por mais famosas ou bem sucedidas, por mais vastos os territórios sob seu domínio — agora são apenas lendas. Nos ensinamentos buddhistas, conta-se muito a história de um rei tão poderoso que controlava não só o mundo conhecido como também o reino de Indra, rei dos deuses. No entanto, somente sua lenda permanece. Os mestres extraordinários do passado — os oito grandes reis do dharma, os vinte cinco discípulos principais do grande mestre Padmasambhava, mesmo o Buddha Shakyamuni, uma manifestação de compaixão suprema em forma humana que nasceu em um bosque em Lumbini (hoje Nepal) e ao longo de sua vida realizou doze grandes feitos — não estão mais aqui. Isso não significa que suas bênçãos morreram com seus corpos físicos, pois as qualidades positivas da mente iluminada permeiam os três tempos do passado, presente e futuro. Porém, de nossa perspectiva pessoal, eles desapareceram, da mesma forma que, quando o mundo gira, parece-nos que o Sol se põe. Vemos também a ação da impermanência em nossos relacionamentos. Quantos de nossos familiares, amigos, pessoas de nossa cidade natal morreram? Quantos se mudaram para outros lugares, desaparecendo de nossa vida para sempre? Quando éramos crianças pequenas, não suportávamos ficar longe de nossos pais. Às vezes, se nossa mãe saía do quarto por dois ou três minutos, ficávamos em pânico. Agora, escrevemos para nossos pais, quem sabe, uma vez por ano. Pode ser que morem do outro lado do mundo. Talvez nem saibamos se eles estão vivos. Como as coisas mudaram! A um tempo, sentíamo-nos felizes apenas ao estar junto de uma pessoa amada. Só segurar a mão daquela pessoa nos provocava sentimentos maravilhosos. Agora, talvez não possamos aturá-la, não queiramos saber coisa alguma sobre ela. Tudo o que se forma tem que se desfazer, tudo o que se junta tem que se separar, tudo o que nasce tem que morrer. Mudanças contínuas, mudanças implacáveis, são constantes em nosso mundo. "Então", você poderia pensar, "o universo muda continuamente, e da mesma forma os relacionamentos; no entanto, 'eu' sou sempre o mesmo." Mas quem sou "eu"? Sou o corpo? No momento da concepção, o corpo humano começa como uma única célula, então se multiplica em uma massa de células que se diferenciam para formar vários sistemas orgânicos. Depois de virmos ao mundo como um bebê plenamente formado, começamos a crescer a cada momento, para nos tornamos adultos. Esse processo físico ocorre semana a semana, mês a mês, até que chega um tempo em que percebemos que as coisas estão ficando um pouco piores, e não um pouco melhores. Não estamos mais crescendo; estamos envelhecendo. Inexoravelmente, perdemos certas capacidades: nossa vista se enfraquece, nossa audição falha, nosso raciocínio se embaralha. É a impermanência cobrando seu preço. Se vivermos a duração normal de uma vida e tivermos uma morte natural, ficaremos mais e mais enfraquecidos, até que, um dia, não conseguiremos mais sair da cama. Talvez não seremos capazes de nos alimentar, de evacuar ou de reconhecer as pessoas à nossa volta. Em um dado momento, morreremos, nosso corpo uma casca vazia, nossa mente vagando pela experiência do pós-morte. Este corpo, que foi tão importante por tanto tempo, será queimado ou enterrado. Pode mesmo vir a ser devorado por animais selvagens ou pássaros. Em um dado momento, nada restará para fazer lembrar aos outros que um dia estivemos aqui. Nós nos tornaremos nada mais do que uma lembrança. "Bem", você poderia pensar, "o corpo é impermanente, mas o 'meu eu real', a minha mente, não é." No entanto, se você olhar para sua mente, verá que não é a mesma de quando você era um bebê. Naquele tempo, tudo o que você queria era o leite da sua mãe e um lugar aquecido para dormir. Um pouco mais tarde, alguns brinquedos deixavam você contente. Mais tarde, foi um namorado ou uma namorada, e depois um certo emprego ou casamento ou casa. Suas necessidades, desejos e valores mudaram; não todos de uma só vez, mas segundo a segundo. Mesmo ao longo de um único dia a mente experimenta felicidade e tristeza, pensamentos virtuosos e não-virtuosos, repetidas vezes. Se tentamos segurar um determinado momento, mesmo enquanto pensamos em fazê-lo ele já desapareceu. Como o corpo e a mente, nossa fala está constantemente mudando: cada palavra que enunciamos se perde; uma outra se apressa para substituí-la. Não há nada que possamos apontar que seja imutável, estável, permanente. Precisamos incutir em nós mesmos uma consciência contínua da impermanência, que esteja viva momento a momento. Isso porque a vida é uma corrida contra a morte, e a hora da morte é desconhecida. Contemplar a aproximação da morte muda as nossas prioridades e nos ajuda a abrir mão do nosso envolvimento obsessivo com coisas ordinárias. Se permanecermos sempre conscientes de que cada momento pode ser o nosso último, iremos intensificar a nossa prática para não desperdiçarmos nem fazermos mal uso da nossa preciosa oportunidade humana. À medida que amadurece a contemplação dessa verdade, será fácil apreendermos os mais elevados, os mais profundos ensinamentos buddhistas. Vamos ter alguma compreensão de como funciona o mundo, como as aparências surgem e se transformam. Vamos passar de um mero entendimento intelectual da impermanência para a compreensão de que todas as coisas sobre as quais baseávamos nossa crença na realidade são apenas um cintilar de mudança. Começaremos a ver que tudo é ilusório, como um sonho ou uma miragem. Embora os fenômenos apareçam, na verdade nada estável está de fato presente. Então, poderíamos perguntar, o quê terá utilidade para nós quando morrermos? Não importa quão agradáveis ou simpáticos as pessoas pensem que somos; depois que estivermos mortos, elas não vão querer o nosso corpo por perto. Nem serão capazes de ir conosco, não importa quem sejam ou quão felizes nos fizeram. Temos que morrer sós. Isso é verdade mesmo se formos famosos, mesmo se formos tão ricos quanto o próprio deus da prosperidade. Na hora da morte, toda a riqueza que acumulamos, todo o poder, status e fama que conseguimos, todos os amigos que reunimos — nenhuma dessas coisas nos será de valia. Nossa consciência será extraída do ambiente em que estivermos de forma tão cirúrgica quanto um fio de cabelo de um bloco de manteiga. A única coisa que irá nos beneficiar será nossa prática do dharma; a única coisa que nos seguirá na morte será nosso karma positivo e negativo. Nada mais. Pergunta: Se contemplarmos a impermanência dessa forma, não ficaremos apáticos às necessidades dos outros? Resposta: Nossa intenção no caminho do dharma é aliviar o sofrimento dos outros tanto quanto pudermos, por todas as formas que pudermos, até que, por fim, sejamos capazes de aliviar todo o sofrimento de todos os seres. Ao mesmo tempo, mantemos a consciência da impermanência em todas as coisas que fazemos, lembrando-nos de que, como um sonho, a vida cotidiana acontece, mas não é intrinsecamente real. Fazemos tudo o que está ao nosso alcance, no contexto dessa experiência de sonho, para trazermos benefícios aos outros e para reduzirmos os venenos da mente, de modo a não causarmos mal a nós mesmos nem aos outros. Se praticarmos virtude e reduzirmos a não-virtude, este sonho que chamamos vida irá melhorar. Recordando-nos da natureza da nossa experiência, que é impermanente, como um sonho, iremos por fim despertar, e ajudar os outros a também fazer o mesmo. À medida que a nossa compreensão da impermanência e da natureza ilusória da realidade aumenta, também aumenta nossa compaixão. Vemos que, aprisionados em sua crença no sonho, sem nenhuma compreensão da impermanência, os seres vivem angústia e sofrimento tremendos. Pelo fato de acreditarem na solidez da sua experiência, reagem com apego e aversão quando seu karma surge, criando mais karma negativo e perpetuando os ciclos de sofrimento. Pergunta: Qual a diferença que existe entre alguém contemplar a impermanência e ficar olhando no relógio, querendo saber quando irá terminar aquilo que está fazendo? Resposta: Tudo se resume a motivação. Se a sua motivação não for auto-centrada, você não notará o relógio tanto assim. Se for, então as coisas parecerão tomar mais tempo do que você esperaria. Eu não o desaconselho a observar o relógio, mas observe o relógio do samsara: pergunte-se dentro de quanto tempo o samsara vai acabar. Então, a questão passa a ser, "Como eu posso cortar o apego? Como eu posso cortar a aversão? Como eu posso cortar a confusão?" Ao eliminarmos os obscurecimentos da mente, conseguiremos, com o tempo, por fim ao samsara. Pergunta: Acho que o que o Sr. está dizendo é verdade, mas ainda vejo que o peso dos muitos anos em que não pensei assim é mais forte do que minha crença no ensinamento sobre impermanência. Como posso mudar esse hábito? Resposta: Suponha que comecemos com um exercício muito simples. Examine a importância que você atribui à comida que come, suas roupas, sua casa, seus amigos, suas conversas, os livros que lê. Você provavelmente verificará que os considera tão cruciais que trabalha dia e noite para mantê-los. Agora, examine essas coisas por um ângulo diferente. Olhe para cada uma delas e pergunte-se se são permanentes. Pergunte se, em última análise, são algo em que você possa se fiar. Na hora da sua morte e para além dela, essas coisas serão confiáveis? E será que valem todo o esforço e preocupação que você dedica a elas agora? Pensar sobre a impermanência e a morte nos ajuda a nos desvencilhar de valores mundanos e a mudar nossas prioridades. Através da contemplação e aplicação dos ensinamentos em cada momento da sua vida, você verá seus hábitos se transformarem. Você não conseguirá mudar apenas lendo livros. Você precisa procurar, investigar, questionar e examinar. Pode ser que você já tenha sido exposto a todos os tipos de idéias e entendido muitas coisas intelectualmente, mas sem uma contemplação que o leve mais fundo em sua prática e lhe permita chegar a algumas conclusões muito fundamentais, você não será capaz de dar o próximo passo. Para descobrir o que é realmente importante para você, tire alguns minutos agora para refletir sobre o que foi dito aqui, e veja como isso se relaciona com sua própria experiência. Apenas por meio da contemplação você poderá descobrir se a prática espiritual faz sentido para você e toca seu coração.


(Chagdud Tulku Rinpoche. Portões da Prática Budista. Traduzido por Manoel Vidal, revisado por Cinthia Sabbado, Marta Rocha e Maurício Sabaddo. Três Coroas: Rigdzin, 2000. Pág. 68-75. )


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